10 Abril 2011

Vou-me embora daqui, acho que ainda venho fazer umas visitas, mas preciso de uma nova casa, de outros ares. É como mudar da cidade para o campo, see? Quem quiser estar a par das minhas parvoíces [csofia.alm@gmail.com] a pedir o endereço.

TemperanceOut às 10:29

28 Março 2011

 

Observar uma moeda: o bom e o mau, a mentira e a verdade. Concordar com explicações razoáveis: há que provar o sal para o puder destinguir do doce. Coleccionar quedas e cicatrizes: não se deve olhar para trás ao caminhar para a frente; a única coisa que pensa no nosso corpo é a cabeça e não o coração, há que saber qual deles deve guiar e quando. Jogar com as contrariedades: o certo pode ser um erro e o errado pode ser o melhor caminho; A chuva pode ser razão para sair à rua e o sol para ficar pela sombra; Prometer e não cumprir ou cumprir o que nunca se prometeu. Aceitar: nem todas as perguntas têm resposta e uma resposta pode servir para um turbilhão de duvidas. E até admitir: erros cometem-se e precisamos deles para crescer, o que é simples complicasse e o que é complexo mantém-se inalterado.

Enquanto aprendes o que é viver, esqueceste que és tu quem vive e que não há limites, a não ser os que tu próprio crias. Vai mais longe. Opta por olhar as vezes que forem precisas, se uma não chegar, até que se veja para além do que os olhos mostram. Por perguntar e responder: Pode-se desafiar a morte, porque nao desafiar tudo o resto? E fazer, porque o rumo está nas mãos de quem o quer seguir.

TemperanceOut às 17:24

17 Março 2011

E agora que sei, exactamente, o que quero, é correr todos os riscos para conseguir, porque tenho o apoio de todos aqueles que importam e que têm valor para mim. Lamento apenas, que talvez tu pai, nao venhas a fazer parte desse grupo, mas com ou sem o teu apoio, eu vou lutar por aquilo que quero, porque nisso, eu saí à minha mãe.

TemperanceOut às 16:36

03 Março 2011

Quando é maior que a alma e o corpo, é inútil usar máscaras. Pouco adianta cobrir o rosto entre as pequenas mãos e esperar que o mundo se canse de procurar por detrás delas. Até nas máscaras lhes escorre as lágrimas e nos intervalos dos dedos também elas se deixam cair em silêncio. Recusa-se então as máscaras, usa-se as mãos para agarrar outras mãos que nos ajudam a levantar e espera-se, paciente, por um sorriso.
Lembro-me de alguém me dizer, que o tempo é o nosso melhor amigo e que não há melhor que ele para curar feridas e mostrar-nos que é possível. Eu gosto de acreditar que sim.

TemperanceOut às 20:48

03 Março 2011

Não uso máscaras, não tenho como cobrir o rosto entre as pequenas mãos, e esperar que o mundo se esqueça de me procurar por detrás delas. Até nas máscaras lhes escorre as lágrimas e nos intervalos dos dedos também elas se deixam cair em silêncio. E seja onde for, sinto olhos postos em mim que me vêm através da minha cegueira encenada e sei que percebem os segredos que barrico com os lábios comprimidos.

Não é possível manter a alma em segredo quando já não te consigo esconder em mim.

TemperanceOut às 19:54

26 Fevereiro 2011

Eu quero e vou supor que tu também. Estamos parados à demasiado tempo, sem mover um pé com a convicção do que se segue como outrora. De vez a vez somos capazes de contrariar o vento quando o sentimos a moldar-se ao nosso corpo e a querer dar um empurrão à teimosia. No entanto, queria puder aceitar, sem lágrimas ou olhar cabisbaixo, que não se trata de teimosia, mas sim de um qualquer destino que conseguiu colocar-nos em caminhos que não mais se cruzam, mas que são vizinhos distantes e que isso não é mau de todo. Não explico, não, se o fizesse, nas notas da minha voz iria ler que é essa a nossa triste melodia e assim, calo-me na minha própria ignorância, dou ao destino um sorriso bonito e colecciono a teimosia como nosso defeito.

O chão que piso, tenta sentir o tremor dos teus passos, pergunto-me se o teu ouve o tremor dos meus quando recuo, ou quer. E recuo porque quero tornar-me estátua, que nem vento e tempestade movem, à espera que se abram atalhos que me levem ao caminho vizinho e suponho, mais uma vez, que temos isso em comum.

Sou boa a supor, e faço-o porque na verdade não sinto nada nos pés que me digam para que lado se dirigem os teus passos. Suponho, porque já não te conheço para puder saber pelo que esperas imóvel nesse teu caminho diferente. A teimosia é realmente um defeito meu e não, isto já não é uma suposição.

TemperanceOut às 18:05

13 Fevereiro 2011

A segurança do hoje esconde-nos o quão ténue é a linha da nossa vida até que alguma, entrelaçada ou não à nossa, se quebre ou fique ameaçada. Choramos corações partidos enquanto eles ainda batem, perder é a distância aumentar uma imensidão de metros, e a mão não conseguir alcançar, e dá-se sempre tudo por garantido porque é assim tão simples. Não vemos a facilidade com que as linhas se podem desprender sem podermos consertar e a palavra perder ganhar uma nova realidade e colocar um novo peso sobre nós. Porque a vida deixa-nos brincar aos "faz-de-conta" até que chegue a vez dela de brincar connosco aos "era uma vez". Devemos ter sede de viver mais um dia, mas não esquecer que a vida se decide num jogo de cara-ou-coroa.

TemperanceOut às 20:51

11 Fevereiro 2011

I realized that I can't tell you the things I want to say, neither the smallest or ridiculous things, 'cause I don't know how to reach you anymore even when you're not that far from me, so I wish you could know it somehow without my words.

 

- E ele sabe que é para ele e mete 'gosto' no facebook. Just great!

TemperanceOut às 17:36

09 Fevereiro 2011

Num segundo tudo muda. Diz-se. Num segundo corres para onde se põe e levanta o sol. No seguinte paras de correr porque tens medo de tudo alterar, perder.
Caixa de quatro letras e duas sílabas, o 'tudo', onde cabem os segundos que te mudam as feições e as pisadas, mas nunca isto: os sentimentos que foram mas ficam, os tudo e nada e a tua história, nada que se meça pelas sílabas ou letras. Paras por não saberes que é assim.
É no segundo em que fincas o pé que te esqueces da 'memória', que não se pode juntar ao 'tudo', de tão grande e gorda, mas com jeitinho, encaixar-se no 'passado' e juntos guardam-se no coração, que num segundo apenas muda o seu compasso, quer corras, quer pares.

TemperanceOut às 17:51

03 Fevereiro 2011

Vive intensamente cada segundo, apaixonada pelo que a vida te dá e oferece, mas não questiones o que ela te retira, não obterás respostas enquanto as exigires. Não deixes margem para "se's" ao longo do caminho onde deixas pegadas bem fundas. Não cries um futuro onde possa haver lamentos e suposições.
Não há pior, do que ter que preencher espaços em branco de um passado com imagens ilusórias do que poderia ter sido, resultantes do medo que negaste ter. Errar é humano e é quando tentas não o fazer, que dás contigo na boca do lobo.

TemperanceOut às 22:37

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